REFERÊNCIA: AI ADOPTION IN THE EDUCATION SYSTEM: INTERNATIONAL INSIGHTS AND POLICY CONSIDERATIONS FOR ITALY. Paris: OECD Publishing; Torino: Fondazione Agnelli, 2025. OECD Artificial Intelligence Papers, n. 52.
O relatório examina de forma sistemática a adoção da Inteligência Artificial na educação básica, articulando evidências internacionais e diretrizes normativas voltadas à formulação de políticas educacionais. A Inteligência Artificial na Educação é tratada como infraestrutura sociotécnica capaz de reconfigurar práticas pedagógicas, gestão escolar e finalidades curriculares, com atenção às especificidades institucionais do sistema educacional italiano.
A ideia central sustenta que a Inteligência Artificial na Educação deve ser incorporada de maneira deliberada, orientada por problemas persistentes de desigualdade educacional e alinhada às transformações nas demandas de competências. As políticas educacionais analisadas defendem a utilização da Inteligência Artificial como meio para prevenção da evasão, redução de desigualdades de gênero em matemática e apoio à integração de estudantes com origem migrante.
A introdução contextualiza a expansão das tecnologias digitais e posiciona a Inteligência Artificial na Educação como fenômeno acelerado no pós-pandemia, destacando oportunidades e riscos associados à automação, à integridade acadêmica e à proteção de dados. As políticas educacionais europeias são apresentadas como marco regulatório relevante para orientar decisões nacionais.
No primeiro eixo analítico, o documento examina a evasão escolar e a fragilidade da aprendizagem, demonstrando como sistemas preditivos e análises de dados podem apoiar intervenções precoces. A Inteligência Artificial na Educação é associada à personalização do ensino, ao monitoramento contínuo e à reorganização do trabalho docente, com impactos diretos sobre as políticas educacionais.
O segundo eixo aborda a desigualdade de gênero em matemática, relacionando fatores socioculturais, expectativas docentes e organização curricular. A Inteligência Artificial na Educação é apresentada como recurso para mentorias adaptativas, feedback individualizado e ampliação do engajamento, desde que integrada de forma crítica às políticas educacionais.
No terceiro eixo, o relatório discute a integração de estudantes com origem migrante, enfatizando barreiras linguísticas, pertencimento escolar e desempenho acadêmico. A Inteligência Artificial na Educação surge como apoio à tradução, acessibilidade e comunicação escola-família, reforçando a necessidade de políticas educacionais sensíveis à diversidade.
Em seguida, o texto propõe a revisão curricular frente aos impactos da automação no mercado de trabalho, defendendo a centralidade de competências humanas, ética, criatividade e letramento digital. A Inteligência Artificial na Educação é compreendida tanto como ferramenta pedagógica quanto como objeto de aprendizagem nas políticas educacionais.
A formulação de uma estratégia nacional estrutura-se em princípios como governança, transparência, formação docente e avaliação contínua. O relatório demonstra que a Inteligência Artificial na Educação exige políticas educacionais articuladas, com participação de educadores e salvaguardas institucionais.
A análise crítica indica que o documento apresenta equilíbrio entre inovação e cautela regulatória, embora dependa de investimentos sustentados e capacidade técnica local. As políticas educacionais propostas reconhecem limites operacionais e riscos de vieses associados à Inteligência Artificial na Educação.
Na avaliação final, o relatório consolida-se como referência aplicada para gestores, pesquisadores e profissionais da informação, ao tratar a Inteligência Artificial na Educação como eixo estratégico de transformação educacional.

