REFERÊNCIA: SOUZA, Liliane Pereira de, org. Inteligência Artificial: pesquisa, transformação e futuro. Campo Grande, MS: Editora Inovar, 2025. Livro eletrônico.
Trata-se de livro eletrônico organizado que reúne pesquisas interdisciplinares sobre Inteligência Artificial, abordando educação, saúde, direito, cultura e tecnologia, com ênfase na Inteligência Artificial como fenômeno científico, social e institucional contemporâneo.
A obra sustenta que a Inteligência Artificial deixou de ocupar posição marginal para tornar-se infraestrutura estratégica da produção de conhecimento, da gestão institucional e das práticas sociais, exigindo reflexão ética, formativa e regulatória contínua.
A apresentação contextualiza a Inteligência Artificial como tecnologia transformadora e problematiza seus efeitos pedagógicos, sociais e culturais, destacando a necessidade de articulação entre inovação tecnológica, ética e responsabilidade coletiva.
O primeiro capítulo analisa desafios e estratégias docentes no uso da Inteligência Artificial generativa na saúde, demonstrando que a Inteligência Artificial impacta o ensino superior ao mesmo tempo em que exige mediação ética, formação docente e diretrizes institucionais.
O segundo capítulo discute a formação docente na era da Inteligência Artificial, examinando implicações éticas, reconfiguração do trabalho pedagógico e o imperativo das competências digitais como condição para uso crítico da Inteligência Artificial.
O terceiro capítulo aborda os impactos da Inteligência Artificial no Tribunal de Justiça do Ceará, evidenciando ganhos de eficiência, transparência e gestão processual mediados pela Inteligência Artificial em contextos jurídicos.
O quarto capítulo examina a Inteligência Artificial entre pesquisa, reconfiguração social e horizontes éticos, defendendo que a Inteligência Artificial deve ser compreendida como fenômeno sociotécnico que reestrutura relações sociais, culturais e políticas.
O quinto capítulo analisa a normatividade da Inteligência Artificial em museus pós-digitais, discutindo a Inteligência Artificial na mediação cultural, na curadoria e nos regimes de visibilidade institucional.
O sexto capítulo problematiza responsabilidade civil e propriedade intelectual na era da Inteligência Artificial, apontando limites jurídicos, desafios normativos e lacunas regulatórias associadas à Inteligência Artificial.
O sétimo capítulo investiga o uso da Inteligência Artificial no diagnóstico de neoplasia cervical, evidenciando aplicações clínicas, benefícios diagnósticos e desafios éticos relacionados à Inteligência Artificial em saúde.
A análise crítica indica que a obra articula rigor científico e diversidade temática, ainda que a amplitude dos campos exija leitura interdisciplinar para plena compreensão da Inteligência Artificial.
Do ponto de vista autoral, o livro consolida-se como referência acadêmica ao tratar a Inteligência Artificial como fenômeno transversal, defendendo abordagem crítica, ética e socialmente responsável da Inteligência Artificial.

