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É tempo de disrupção e revolução digital nas profissões em 2022

É tempo de disrupção e revolução digital nas profissões

Na véspera de mais uma comemoração do dia do bibliotecário, algumas reflexões ainda são necessárias para permitir uma revolução digital nas profissões e com isso, que você consiga modar ou ajustar um padrão de pensamento, comportamento rumo à visão de futuro sobre uma área que definitivamente não é mais, só de bibliotecas, acervos, empréstimos, devoluções e aquele espaço físico de castigo ou depósito.

Não sei em que ano foi ou ainda será chancelado o seu diploma de graduação reconhecido pelo MEC, nem mesmo as disciplinas teóricas e práticas pelas quais você, em sua trajetórtia acadêmica já precisou passar tendo médias superiores a 5 e um coeficiente de rendimento.

O fato é que a maioria dos profissionais ainda não se deram conta de que o tempo passou, mas as formações e seus aprendizados continuam sendo os mesmos de décadas atrás. E o que se pode mudar para que se chegue na sonhada revolução digital nas profissões?

Independentemente de quem é o culpado ou a culpa disso, isso interfere nas práticas e nas concepções de mundo sobre o futuro de uma profissão.

Isso mantem pessoas presas ao que é tido como verdade absoluta sobretudo em meio a profissões que lidam com informação como insumo e existe um processo formativo em que a ênfase ainda é o caráter tecnicista, ainda é o tangível, ainda é a atividade meio e não os resultados e soluções práticos de sua atividade fim. Sim! existem muitas tecnologias disruptivas que podem ser estudadas e aplicadas na Biblio!

Com essa formação, seus profissionais terão um diploma e com ele um entendimento de que a atuação ocorre apenas no espaço físico tradicional, com ações técnicas voltadas para suportes e um público chamado de usuários que serão em sua maioria, apenas presenciais.

Além disso, o entendimento de tarefas e fazeres de um ciclo envolvendo processos tecnicistas ou a gestão de um espaços físico com limitado a aquisição, acervo, mobiliários e alguns relatórios anuais.

Então que o 12 de março seja para você, um alerta sobre a necessidade de se pensar criticamente sobre algumas práticas num tempo disrupção e de revolução digital na profissão.

E que não seja só mais um ano em que alguns lembrem da data de nascimento de Manuel Bastos Tigre como publicitário, engenheiro, escritor e poeta ou primeiro bibliotecário concursado do país. Muito menos de sua influência vinda de Melvin Dewey, ou somente a lembrança do tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação e disseminação da informação. Para alguns a lembrança será do registro da profissão na Classificação Brasileira de Ocupações.

O que importa talvez é saber quem é você em 2021 sendo ou “formando” em Biblioteconomia? O que você faz? Por que você faz o que faz? Sua visão de mundo ainda associa a imagem da profissão ao saber a quantidade de livros em cada prateleira de uma estante? Números de chamas e etiquetas coladas a x centímetros na lombada? Guarda volumes e aquele seu olhar sobre o que se esquece trancado ao final do dia? Livros e leituras e quem sabe a “informação de qualidade atendendo necessidades de usuários presenciais?”

Espero que a Biblioteconomia e a profissão seja muito amis que isso pra você!

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Sobre isso, a pandemia até tem sido utilizada como reflexo de um impulsionamento de algumas mudanças tidas como radicais. Mesm oque esse radical ainda esteja preso ao conceito de promover ou participar de alguma live utilizando stream yard, saber ligar uma câmera plug and play na porta usb depois de ter criado um link numa plataforma de inscrição e enumerar o número de inscritos, cujo número total, até 20% comparecem no dia do evento.

Mas fazer lives não é nem a ponta de um imenso iceberg inexplorado para quem estuda, lida, consome a informação, quer criar conexões, entreter, educar, divulgar ou oferecer produtos e serviços ligado ao nicho informacional.

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E como é preciso pensar em disrupção já que o híbrido exige novos rumos de um mundo definitivamente digital, há muito que se aprender e compartilhar sobre práticas profissionais inovadoras e que saiam dos limites do ensino pré-formatado de uma graduação.

Um novo cenário e a revolução digital nas profissões

O cenário contemporâneio exige mais que estudos e reflexões teóricas e epistemológicas. Exige mais que conceitos e tendências. Exige mais que aspectos e métodos sem nenhuma relação com a prática e com a realidade.

Quem atua, precisa sim se perguntar se o que faz, o como faz é realmente a melhor forma de se fazer ou você faz aquilo porque existe uma tradição trazida ao longo do tempo e que apenas é repetitiva e morosa.

Qual o porquê de você fazer o que faz, onde faz e o que poderia ser diferente? O que poderia ser mudado? o que poderia ser melhorado? Há um cenário contemporâneo de tarefas e atividade que vão além do tecnicismo e da repetição. Vão além da teoria colocada quase nunca relacionada com as práticas. Esse cenário exige que você aprenda, entenda, ensine como

  • criar infoprodutos;
  • produzir uma marca e criar conteúdos para redes sociais;
  • criar chatbots;
  • desenvolver aplicativos com alguma utilidade ou serviço;
  • instalar e costomizar ambientes de aprendizagens;
  • realizar eventos online;
  • criar portais de periódicos;
  • criar automações para otimizar o tempo de execução de diferentes tarefas;
  • aprender sobre alguma linguagem para criação de scripts;
  • utilizar ferramentas de CRM para gerenciar contatos e comunicações;
  • instalar bibliotecas e repositórios digitais e de dados utilizando softwares como dspace, omeka e cikan por exemplo;
  • fazer consultoria na área de governança de dados com foco na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
  • desenvolver, hospedar e customizar websites para empresas e negócios locais;
  • instalar e hospedar sistemas de bibliotecas como biblivre, koha;
  • hospedar e gerenciar plataformas de e-commerce;
  • hospedar e customização plataformas de Gerenciamento Eletronico de Documentos;
  • PS: Existem infinidades de oportunidades relacionadas à criação de negócios locais e alcance de públicos a partir do marketing digital mas que atualmente, pouco se explora e o que se aprende é relacionado a noção de branding, produção de de conteúdo e características e funcionalidades pontuais das redes sociais tradicionais.

Há quem diga que a revolução digital acontece porque o consumo da informação mudou. Se mudou o consumo, mudou quem consome. E como você ainda chama quem quer se conectar a algum conteúdo intangível em busca de um conhecimento ou aprendizado?

Usuário?

E o que significa uma disrupção que leve para uma revolução digital nas profissões?

O fato é que as profissões e seus profissionais precisam ser ajustados a esse novo cenário e o âmbito informacional, seja lá que nome se dê ao nome do você se intitula não tem preparado profissionais para o amanhã já que é preciso ir muito além das técnicas, dos títulos e certificações publicadas no lattes e no linkedin.

Você está se preparando para essa disrupção? Saiba que será preciso suprir deficiências dessa cognição dependente do ensino tradicional, diferentes habilidades socioemocionais e muito, mas muito conhecimento prático.

Entre tantos rumos necessários, é uma pena que ainda seja preciso pensar no que se aprenede a partir daquilo que em 2021 ainda se ensina. Falta muito para se chegar na revolução digital nas profissões. Ainda seja preciso alertar sobre o quê, como e sobretudo no porquê daquilo que ainda se faz, em detrimento daquilo que precisa ser feito. Lankes explica.

Já não dá mais pra dividir pessoas em humanas, exatas e biológicas diria Giardeli.

A base do aprendizado não pode ser mais o lidar com processos técnicos, ciclos informacionais fundamentados na existência apenas do livro físico ou alguma diplomacia para a gestão de um espaço tradicional entendido como tipologia x ou y.

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É preciso parar de levar ao pé da letra o sentido e significado da etmologia da palavra e da epistemologia da Biblioteconomia.

É preciso ir além de disponibilizar informação em qualquer suporte, do gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação.

Do tratar tecnicamente e apenas desenvolver coleções de recursos informacionais impressos.

Do tão somente disseminar informação com o objetivo de facilitar o acesso.

Do querer atender as necessidades de “usuários” a partir de estudos de uma comunidade geograficamente limitada.

Já não basta desenvolver estudos e pesquisas teóricas publicáveis em artigos e sem nenhuma relevância prática além das métricas e do qualis das revistas. Isso não é revolução digital nas profissões!

Quem pode ir além da difusão cultural e do desenvolvimento de ações educativas?

Você deve se preparar para ser capaz de prestar serviços de assessoria e consultoria!

Afinal, a revolução digital nas profissões modifica a forma de produzir e consumir informação. Modificou a necessidade e as exigências profissionais de quem lida e pensa realmente em trabalhar com a informação.

A forma de publicar e dar visibilidade a partir de métricas e indicadores. Isso é revolução digital nas profissões!

A forma de registrar acesso em meio a um mundo de cookies e permissões para usos e preivacidade de dados.

A forma de se conectar a plataformas, repositórios, ambientes de apredizagens, portais de periódicos com login e senha e não mais apenas cópias de chaves de um guarda-volumes.

Sim… as etiquetas e o papel contact continuarão existindo para a execução de uma tarefa atrelada a números de chamadas, registros e identificação de suportes chamados livros organizados em suas estantes. Isso não é revolução digital nas profissões!

Nunca deixarão de existir espaços de troca e mediação dentro dos chamados patrimônios e aparatos culturais, mas alguém terá que migrar tudo isso também para o digital e existe um universo físico inteiro a ser importado, migrado, coletado ou simplemente ignorado por futuras gerações.

Alguém deverá cuidar da geração de métricas e indicadores, explorar a e subsidiar informações a empresas por meio da inteligência competitiva; Essa sem dúvida é uma atividade que lembra a revolução digital nas profissões!

Alguém precisará lembrar de processos de análise, indexação, catalogação e classificação feitos de forma restrita, entre quatro paredes e manual antes da colaboração e participação de interagentes de qualquer parte do mundo.

A contratação e gestão de pessoas já não estará relacionada a hard skills enumeradas em imensos currículos publicáveis em folhas impressas no dia de uma entrevista.

Talvez você precise dizer como pode mudar o mundo e o que você faz atualmente, ou qual problema é capaz de resolver para atingir esse objetivo?

Isso exigirá um domínio sobre competências que já não são técnicas. Isso é revolução digital nas profissões!

A era digital chegou para poupar tempo, dar celeridade, eliminar o que é inútil, cessar o que desnecessário por uma geração que aprenderá a fazer o que precisa ser feito. Isso é revolução digital nas profissões!

Só assim será rompido esse status quo ainda preso a velhos mapas que nunca levarão a novas terras apenas vivendo de empréstimos e devoluções em lugares cercados por quatro paredes a espera de visitantes com necessidades informacionais.

As profissões não foram impactadas apenas ppelas consequencias de uma pandemia. A pandemia apenas aflorou essa necessidade de adaptação. Adaptar-se ao que precisa ser mudado, transformado e feito há anos.

Quem não se der conta disso, também não deve ter percebido tantas outras rupturas que já aconteceram na forma de lidar com a informação quando se fala em prestar serviços e a forma como um determinado conteúdo digital, independentemente de suporte, passou a ser consumido:

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E pensar que houve um tempo em quese acreditava que uma pessoa sozinha devesse entrar num elevador sem um operador ou ainda que se pudessem fazer viagens de avião, de foguete.

O atendimento médico, antes apenas presencial, hoje vê pacientes sendo atendidos, diagnosticados e tratados em casa casa, graças aos recursos da telemedicina;

Ainda existem lugares em que se faz parada na rua para sinalizar ao motorista de um carro amarelo com uma placa escrito taxi para se fazer a locomoção entre dois espaços. Mas hoje, certamente existem mais passageiros adeptos à locomoção por transportes de aplicativos que podem geolocalizá-lo em alguns minutos após o uso de um celular.

Uma geração inteira escutava dois lados de vinis e fitas cassetes e hoje a revolução na forma de produzir e consumir música, seu alcance e sua compra atende a modelos e assinatura que se equivalem a coleções de livros digitais e já ganharam o mundo em diferentes plataformas;

Você pode não acreditar, mas existiam locadoras de vídeo que em suas prateleiras disponibilizavam capas de filmes que você escolhia, pagava e assistia. Antes de devolver era preciso rebobinar a fita de vídeo para não pagar uma multa. Hoje filmes e séries estão ao seu alcance por menos de 10 reais mensais em um encarte totalmente digital e com direito a sinopse, trailler e temporadas inteiras num formato e qualidade de imagem incomparáveis.

E assim vale para o pedir comida, para fazer aquela viagem comprando passagens promocionais na madrugada ou fazer uma reserva de hotel durante as férias.

Entende como se deu um processo de mudança ao longo do tempo?

Que num futuro breve alguém possa dizer: – E pensar que em 2021…

Resta saber quanto tempo você ainda esperará!

Isso depende muito de qual é o seu significado de disrupção e até quando você achará que essa revolução digital e o impacto dela nas profissões só aconteceu agora por causa de uma pandemia global!

E quem qusier fazer parte da comunidade no telegram é só clicar aqui! Também é possível saber onde você pode atuar na Biblioteconomia nesse conteúdo.

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